Café da manhã

Café da manhã. Porção de cinco pãezinhos de queijo. Café espresso. Aqueles dois tabloides distribuídos de graça, Destak e Metro. Ambos são horríveis, mas têm palavras cruzadas. Caneta (pra fazer as palavras cruzadas). Óculos escuros (pra conseguir enxergar alguma coisa sem fritar o céLebro no sol matinal, que aqui fica bem de frente da enseada). Procuro um banco. Demoro. O café esfria (os pães de queijo eu já comi). Jogo fora o que restou. Finalmente sento. E acendo um cigarro. O primeiro cigarro depois de uma semana. Só quem fuma e/ou deixou de fumar sabe o que é a primeira semana depois de parar. É como tomar um pé na bunda de uma namorada que você ama bastante. Bastante. Bastante. Com a diferença que você está dando um pé na bunda em você mesmo. Enfim amiguinhos, não deixem de fumar.

*

Eu já tinha deixado de fumar umas duas ou três vezes (sendo só uma vez por um período tão longo como este, sete dias). O curioso é que até dá vontade de parar de vez. Mas aí eu lembro que não quero viver tanto assim. Cigarro é útil nessas horas. Do jeito que a gente vive, a gente já vive demais. Enfim amiguinhos, não vivam tanto, nem vivam tão intensamente, nem vivam melhor, só vivam menos. Menos.

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Um comentário sobre “Café da manhã

  1. É sacanagem essa coisa de ‘não deixem de fumar e vivam menos’, mas o texto tá bem massa.
    Curti, vc tá pegando o jeito da crônica, né? Tirando os finais em que vc se dirige diretamente aos leitores, me parece uma boa crônica. É isso?

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