(ainda não tem título, estou pensando em “O primeiro texto”)

Por isso que tenho preguiça/medo de escrever, dá um trabalhão fazer isso direito, e mesmo assim nunca dá pra saber se saiu bom ou não (é a nossa intuição vs. o mundo crítico). Os amigos sempre gostam ou fazem críticas brandas (não seja meu amigo, já estou avisando), isso quando leem/ouvem o que a gente escreveu. Mas quem dera fosse esse o meu problema. O problema, é claro, sou eu mesmo. Uma vez eu disse “o melhor e o pior de mim para as pessoas que eu amo”. E não há ninguém que eu ame mais do que a mim mesmo (ok mãe, você vem em segundo lugar). E muitas vezes eu só me reservo essa parte da frase “o pior de mim”. Sou petulante, presunçoso e inexperiente, essa é a base, o ponto de partida. O que poderia sair a partir disso? Muita coisa boa, obviamente, afinal, quem tem uma imagem tão límpida de si mesmo? Mas mesmo assim dá um puta trabalho…

E o mais engraçado é quando você tem uma ideia para um texto, ela está na ponta do dedo, você está maturando, acariciando a ideia dentro da sua mente, mas, quando você está prestes a pressionar a primeira tecla, você olha quem entrou naquela janelinha que sobe do msn, daí, quando você olha de novo para o editor de textos, pufff, você se esqueceu completamente o que ia escrever. Não poderia ser diferente, eu estou assim agora. Que ótima maneira de se iniciar um blog, não?

Rubem Braga (esse cara ainda vai aparecer muito por aqui) já escreveu uma crônica inteira sobre essa questão, e ele colocava a culpa, é claro, no leitor, que exigia um texto dele ao comprar aquela edição do jornal. Bem, eu não tenho o privilégio dessa desculpa, pois ninguém vai ler isso aqui. A única coisa que me consola (e, graças a deus, é pra finalizar este texto) é a Rachel de Queiróz. Certa vez uma jornalista perguntou de onde ela tirava tantas ideias pra escrever, ela respondeu mais ou menos o seguinte: “Quando você tem uma ideia é como estar grávida. Você não sossega até a criança nascer.”

Fim (ufa!)

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3 comentários sobre “(ainda não tem título, estou pensando em “O primeiro texto”)

  1. Bruno, ADOREI o pontapé inicial do seu blog. Linguagem simples, direta, sutil e inteligente. Meus parabéns!!! Vá em frente, menino.

  2. Salve Bruno,

    Gostei muito do textos. Indentifiquei-me beaucoup.
    Lembrei de uma vez que o P. Jansen te perguntou, o que você faz diante de portas com a inscrição “é proibido a entrada de pessoas estranhas”.
    Quanto o ato de escrever é tudo muito pertinente. A minha monografia que o diga.

    Salut!

  3. Olá Bruno,
    adorei o texto. Quem te conhece diz que é vc mesmo. Eu vi pessoas que ao escreverem parecem ser outras pessoas. Aqui, não.

    Parabéns!

    abração

    Pedro

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